As mãos do Homem
Uma gota de café de encontro a um copo d´água.
A gota se desfaz em meio ao líquido incolor transformando-o em uma coisa só. Já não mais tão incolor. Já não mais coisas distintas. O momento da união é lindo, quando a gota se desfaz, penetrando na água, parecendo música, notas de um piano velho soando suavemente em ouvidos delicados de criança que adormece e assim, a gota deixa de ser ela para serem eles e eles deixam de ser eles para ser um, apenas um. E de uma união tão bela, tudo perfeito se dá, como é de se esperar do mundo, até que olhos um tanto dispersos vêem que é hora de mudar a água das colheres do café, e as mãos do homem quebram novamente o ritmo que um dia o fez ser o que é hoje, Homem.
A gota se desfaz em meio ao líquido incolor transformando-o em uma coisa só. Já não mais tão incolor. Já não mais coisas distintas. O momento da união é lindo, quando a gota se desfaz, penetrando na água, parecendo música, notas de um piano velho soando suavemente em ouvidos delicados de criança que adormece e assim, a gota deixa de ser ela para serem eles e eles deixam de ser eles para ser um, apenas um. E de uma união tão bela, tudo perfeito se dá, como é de se esperar do mundo, até que olhos um tanto dispersos vêem que é hora de mudar a água das colheres do café, e as mãos do homem quebram novamente o ritmo que um dia o fez ser o que é hoje, Homem.

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